Pós-Graduação em Gestão da Sustentabilidade - Fatores diferenciadores do programa segundo as coordenadoras

ISEG Executive Education  / 04.08.2021

 

Prestes a iniciar a 10.ª edição da Pós-Graduação em Gestão da Sustentabilidade, as Professoras Helena Gonçalves e Carolina Afonso, coordenadoras do programa, deram uma entrevista ao ISEG Executive Education, em que destacaram, entre outros aspetos, os fatores que distinguem o programa.

 

A Sustentabilidade é uma preocupação crescente para o tecido empresarial nacional. Qual o papel que a formação desempenha para o sucesso das organizações neste caminho? 

A existência de uma estratégia é essencial para que a empresa tenha uma política de sustentabilidade de sucesso e com um impacto positivo. Este sucesso implica um compromisso a longo prazo com a sociedade, ou seja, as ações não se podem orientar apenas para o curto prazo e para o imediato. Esta tem vindo a ser uma preocupação crescente para as empresas portuguesas. A formação é essencial pois é necessário que exista um alinhamento entre os valores da empresa e como é que estes são traduzidos na cultura organizacional e no desenvolvimento de produto. Existir uma estratégia é vital, caso contrário a sustentabilidade é meramente um conjunto de ações ad-hoc, sem propósito, alinhamento e logo difíceis de trazer retorno para a empresa e para a sociedade. Esta estratégia deve ser integrada e partilhada entre todos os stakeholders, acionistas, top management, colaboradores, fornecedores e comunidade.

 

A Pós-Graduação em Gestão da Sustentabilidade aborda o tema de forma transversal. Em que benefícios isto se traduz para os participantes?   

O nosso programa tem como base os três pilares da sustentabilidade: o económico, o ambiental e o social. Gerir a sustentabilidade numa organização significa definir uma estratégia e um conjunto de ações que tenham estes pilares como fundamento. O grande benefício para os participantes é precisamente este, pois a sustentabilidade é abordada de forma integradas e numa ótica transversal à empresa. Ou seja, é necessário ter em conta para cada iniciativa qual o seu contributo económico na perspetiva da receita que gera para a empresa; qual o contributo ambiental pois as iniciativas devem responder à resolução ou mitigação de um problema ambiental específico; e o social, ou seja, envolver a comunidade local e garantir a ética nas relações com os vários stakeholders, desde fornecedores a colaboradores. E porque "não se pode gerir o que não se consegue medir", gerir a sustentabilidade implica definição de métricas e KPIs e garantir uma avaliação e reporting regular.

 

A Pós-Graduação em Gestão da Sustentabilidade já vai na sua 10.ª edição. Como tem evoluído o programa?

O programa foi evoluindo, desde a sua criação, precisamente para dar resposta às necessidades do mercado. Quando o programa foi criado, o tema da sustentabilidade era ainda um tema de nicho. Entretanto, as questões ambientais começaram a estar cada vez mais na ordem do dia e as empresas começaram a integrar a sustentabilidade na sua política corporativa e também no desenvolvimento de produto. Por este motivo, fomos atualizando o programa curricular. Recentemente, introduzimos novas disciplinas como Economia Circular e Produtos Sustentáveis, Corporate Purpose and Value Creation, Economia Natural e Responsabilidade Social Corporativa.

 

Existe uma parceria com a EDP. No que consiste e quais os benefícios para os participantes? 

A EDP é uma referência na área da sustentabilidade a nível mundial, pelo que esta parceria muito nos honra. A parceria traduz-se na atribuição de um prémio monetário ao melhor aluno de cada edição do programa.

 

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Autor: ISEG Executive Education