facebookPixel Ir para o conteúdo principal

ISEG - IDEFE :: Executive Education Contents

Voltar

Aluna do ISEG MBA distinguida com o 'Portuguese Women in Tech Award' na categoria Marketing & Sales

 

Carolina Rocha, aluna da 36.ª edição do ISEG MBA, obteve o primeiro lugar na categoria ‘Marketing & Sales’, dos 'Portuguese Women in Tech Awards'. Este prémio tem como objetivo distinguir as mulheres que se destacam no setor da tecnologia em Portugal, dando visibilidade ao seu trabalho nas mais variadas áreas.

Tendo iniciado a sua carreira enquanto repórter, em meios como a Renascença, o jornal O Jogo e o OffBeatz, a vencedora da categoria ‘Marketing & Sales’ continua a partilhar histórias no ‘The Pull Podcast’. “Andei sempre com um pé fora e outro dentro do país”, refere Carolina Rocha, ao caracterizar a sua experiência profissional. Já trabalhou nas cidades de Lisboa, Madrid, Vigo e Londres, em organizações como a Comissão Europeia, Banco Popular, Farfetch, a GlaxoSmithKline, entre outras. “Posso dar-me como felizarda por ter tido a oportunidade de trabalhar em várias valências”, refere a aluna do ISEG MBA, acrescentando que é graças a esta experiência que tem hoje uma “visão holística empresarial, da economia e da sociedade”.

Carolina é, atualmente, responsável pelo marketing na Doppio Games, um estúdio inovador na indústria do gaming, ao utilizar a voz como comando em plataformas como a Amazon Alexa e o Google Assistant. 

 

O que significa para si o primeiro lugar da categoria ‘Marketing & Sales’ do 'Portuguese Women in Tech Awards'?

O 'Portuguese Women in Tech Awards' (PWIT) coloca na linha da frente e muitos olhos em iniciativas e profissionais que usualmente não passariam dos bastidores para o palco principal. Prémios que salientam o papel das mulheres no panorama tecnológico nacional, assim como os projetos que elas representam, são uma fantástica plataforma para uma melhor conexão, não apenas entre nós, mulheres, mas também no geral, contribuindo para um ecossistema mais eficiente, equilibrado e sustentável.  

É mesmo uma honra ter sido nomeada vencedora nesta categoria, pois é muito aguerrida e, de facto, vi-me no pódio do Top 3 com dois grandes nomes nacionais na indústria e no país (a Unbable e os CTT). É com muita humildade e vontade de fazer mais que recebo este prémio – há muito ainda a fazer, e este reconhecimento assume muita responsabilidade. Há que inspirar, liderar pelo exemplo e, não só perceber como podemos tornar um local de trabalho, uma indústria, mais inclusiva e hospitaleira, como também arregaçar as mangas para pôr essa compreensão na prática. 

Quero agradecer ao Sound Designer da Doppio, João Costa, que salientou a disparidade de género na indústria da tecnologia no geral e na de gaming, em particular. Estou muito grata a ele e à Doppio por tomarem a iniciativa de me nomear a mim e à minha colega Eva Vital (também finalista em Design), enquanto representantes da indústria dos videojogos em Portugal. 

 

Quais são os maiores desafios que uma mulher encontra no setor das tecnologias? Sente que são desafios diferentes das outras áreas ou, no geral, são semelhantes?

O marketing e a comunicação são áreas que por vezes são vistas como secundárias nos processos de muitas empresas. São departamentos com um grande número de mulheres. Poderíamos dizer que este maior número tornaria as coisas mais fáceis, mas frequentemente encontra-se sob uma cadeia hierárquica dominada por homens. Isto pode obrigar à profissional de marketing a defender os seus projetos redobradamente, para serem valorizados como merecem. Acresce a crença ainda enraizada de que marketing é apenas “senso comum” (dito por um diretor de dois departamentos) e, não menos impactante, a convicção de muitos colegas, de outras áreas, de que conseguiriam sem esforço ou formação específica fazer o trabalho que fazemos. Recordo várias ocasiões em que, ao defender a importância da criação de uma comunidade digital à volta de uma empresa ou produto, fui confrontada com argumentos de que tal se baseava numa abordagem muito feminina e sentimental - algo que hoje em dia não se questiona de todo. 

Não diria que o meu percurso profissional, em si, tenha sido afetado pelo facto de ser mulher. Diria, sim, que a forma como encaro a minha profissão e os instrumentos que hoje tenho para o fazer foram determinantemente influenciados pela minha condição feminina.

Num mundo ideal, talvez os tivesse ganho de outra forma, mas hoje considero-os uma vantagem e um importante motor de crescimento na minha evolução profissional e em termos gerais. 

Esta é a minha experiência pessoal neste mundo não só tecnológico, mas também noutras indústrias. Não obstante, a indústria tecnológica ainda se vê em muito como um “boys’ club”, em que se perpetuou durante muito tempo atitudes menos tolerantes face a outros géneros que não masculinos, logo a partir da sua entrada. Mas vejo passos a serem tomados por todo o lado. Felizmente, ouve-se cada vez menos falar das “meninas do marketing” e da sua função primordial ser meramente “espalhar charme”. Vejo mais nomes femininos nas assinaturas de e-mail. Vejo mais inclusão e colaboração, e isso é um ótimo começo. 

 

Sendo jovem, como tem olhado para evolução do número de mulheres em cargos de liderança, tanto no setor das tecnologias, como nos restantes? Acredita que esta será uma tendência crescente?

O gap existe, em termos globais, no mercado de trabalho português. Um sinal dessa diferenciação é a existência, ainda escassa, de mulheres em posições de topo em muitas empresas. 

Tendo trabalhado no ramo das finanças, ciências e tecnologia, posso definitivamente dizer que ainda há muitos passos para dar a nível desta evolução. Temos também de definir a nossa população como ainda bastante envelhecida, o que faz com que exista alguma resistência.

No entanto, vejo melhorias nesse aspeto, especialmente no que diz respeito à educação de raparigas a nível das STEM, que faz com que o rácio de mulheres em cursos de tecnologia seja muito diferente do de há 10 anos atrás e que o próprio ambiente da área seja propício à colaboração independentemente de género. Tenho também tido a oportunidade de entrevistar, no podcast, jovens com iniciativas fantásticas no nosso país, que abrem os seus próprios projetos, ou tornam-se embaixadoras de serviços e produtos inovadores em Portugal, especialmente no que diz respeito a áreas impactantes no longo prazo, como a sustentabilidade e a educação. Tenho muita esperança, então, não só na minha geração, como também nas seguintes, por esta capacidade de iniciativa e pelo sentido de comunidade e aceitação, que penso que falta em muito nas outras. 

 

A percentagem de estudantes no ensino superior do sexo feminino é superior à do sexo masculino. Com base na sua experiência, que conselhos daria às mulheres que vão iniciar ou já iniciaram o seu percurso no ensino superior?

Muitas jovens - e adultas - são sujeitas a ideais sobre o que ser ou fazer para ter êxito ou serem felizes na vida. Isto vai desde a escolha do curso, passando pelos próprios interesses, até à vida pessoal. Supostamente devemos estar sempre em processo de autoavaliação. Mas isso não acontece de uma forma saudável e sustentável, mas com comparação e crítica agressivas, quer para com outras, quer para consigo mesmas. O meu conselho será para encararem o mundo com os seus próprios olhos, com compaixão para quem vive nele e a si próprias. Que nada neste mundo as irá completar a não ser elas mesmas. Dêem uma oportunidade a novos pontos de vista, ousem mais, questionem mais (perguntar não ofende, afinal, ou pelo menos não devia!). 

Se eu tivesse a oportunidade de voltar atrás no tempo, com o que sei agora, teria feito mais erros mais cedo. Todos os grandes processos de crescimento na humanidade envolvem algum tipo de desconforto, de esforço, de aprender “da pior maneira”, por vezes. Suor, sangue e lágrimas são imagens figurativas do que entendo serem motores de fortalecimento e renovação e não de fraqueza. Aceitem cada obstáculo como uma oportunidade para aprender sobre o mundo e sobre si mesmas. 

 

Olhando agora para uma vertente mais técnica e relacional, num mundo em constante evolução, que cada vez mais dá força ao digital e à tecnologia, quais considera que serão as competências – hard e soft skills – mais preponderantes nos próximos tempos?

Penso que a resposta a esta pergunta se tornará obsoleta no momento em que a publicarem, tal é o ritmo avassalador de evolução nos dias de hoje. Mas a nível de soft skills, diria que é exatamente por essa razão que sou adepta do jogo de cintura, da versatilidade e da capacidade de adaptação a obstáculos. Não se recebeu o fundo de investimento que estávamos à espera? Boa, mais tempo para melhorar o nosso pitch. O produto não está a ter a adesão que se esperava? Ótimo, é uma oportunidade para experimentar algo novo e acabámos de ter mais informação sobre o mercado comportamental que outros não têm. Somos obrigados a ficar em casa devido a uma pandemia? Fantástico momento para melhorar a comunicação interna e tornar mais eficazes os processos e workflows de dentro da empresa. 

Diria que é igualmente importante um sentido de responsabilidade, não só sobre nós mesmos, e não só para com os outros com quem trabalhamos, nos relacionamos, a quem nos propomos servir ou providenciar, mas também com a sociedade e até o planeta onde vivemos. Sou muito fã da empatia: procuro sempre compreender o outro lado ou os dois lados da história, numa altura em que cada vez mais os ânimos se exaltam com a pouca informação que retemos da inundação que nos assalta todos os dias através dos media, redes sociais, e redes de comunicação do trabalho. 

Nos próximos tempos, os chamados hard skills estão obviamente associados a perceber como é que as tecnologias funcionam – aprender uma linguagem de análise de dados, como R, ou de programação, é essencial, sim. Mas mais do que aplicar o conhecimento para que todas essas operações funcionem, é importante compreender como funcionam, qual o impacto das mesmas e avaliar como torná-las eficazes, mas também sustentáveis. 

 

Sendo atual aluna do ISEG MBA, como descreve a experiência e que expectativas tem em relação ao futuro, finalizado o MBA?

Tenho aprendido imenso no ISEG MBA. A experiência tem sido um desafio devido às restrições de tempo, aliado à nossa vida profissional e pessoal, que nunca devemos perder de vista em prole do curso. Este jogo de malabarismo é, em si, uma lição de vida, e tenho encontrado nos meus colegas de curso um apoio e entreajuda enorme que não esperava, mas não me surpreende. Fazendo parte de uma startup, o MBA trata-se de uma ótima escolha para compreender melhor as operações da mesma: processos de recursos humanos, a timeline legal de uma aquisição de uma empresa, um investimento e a relação de uma empresa para com os seus stakeholders. São conhecimentos muito válidos para quem procura uma educação mais polivalente, e já os aplico nos dias de hoje onde trabalho.

 

Considera que  a frequência no ISEG MBA contribuiu, de alguma forma, para a obtenção deste primeiro lugar?

Se não foi pela frequência, foi definitivamente pelo grandessíssimo apoio dos meus colegas do MBA e da equipa docente que divulgou a minha nomeação. Os seus votos e apoio foram fundamentais para que eu conseguisse chegar ao pódio, e por isso estou imensamente grata. 

 

Saiba mais sobre o ISEG MBA >>

Newsletter

Notícias, cursos, datas e outras informações em primeira mão. Tenha tudo na caixa do seu e-mail.

brochura

Veja toda a nossa oferta na nossa Brochura Institucional

Acreditações

  • Logo AACSB Accredited
  • Logo Associations of MBA
  • Logo DGERT
  • Logo Asaval
  • Logo CMVM
  • Logo PMI
  • Logo RICS

Informações

Miguel Bugalho (+351) 962 681 960
Marta Vieira (+351) 962 682 202
Geral (+351) 213 922 891 (+351) 213 922 789
Contacte-nos

Programas de Inscrição Aberta

Para Organizações